Banco da Tapeçaria Alemão ilustra revista Isto É dinheiro

Montagem feita com Banco da Tapeçaria Alemão
Onde estão as montadoras brasileiras?
Várias tentativas de criar uma fabricante nacional fracassaram. Mas em outros países emergentes, como a China e a Índia, as experiências deram certo. Saiba por que no Brasil foi diferente
Por Marcelo de Paula
A história da indústria automobilística é pontilhada de curiosidades. Ela surgiu nos primeiros anos do século XX, quando empreendedores da Europa e da América decidiram copiar e produzir em série o carro criado por Karl Benz, em 1885, na Alemanha. Nasceram, assim, indústrias como a Ford e a GM, nos EUA; a Peugeot e a Citroën, na França; e a Fiat, na Itália.
Depois da Segunda Guerra Mundial, entraram em cena os fabricantes japoneses, como Toyota, Honda e Subaru. E nos últimos 20 anos apareceram as marcas de países emergentes, como Hyundai e Daewoo (Coreia), Tata (Índia), Effa e Chery (China).
Hoje, pode-se dizer que cada país desenvolvido ou emergente, com algumas exceções, tem ao menos um fabricante mundialmente conhecido. Curiosamente, o Brasil está entre as exceções. E não é por falta de mercado. O Brasil é um dos países onde mais se vendem carros no mundo.
Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que no ano passado foram vendidos aqui três milhões de carros de passeio e utilitários. Em produção, o País já é o sexto no mundo. Por que, então, nenhuma indústria brasileira surgiu nesse mercado?
É difícil encontrar só uma explicação para responder a essa pergunta. Mas especialistas são unânimes em dizer que se trata de um problema que abrange vários fatores. “A criação de uma montadora exige recursos de toda ordem e fôlego financeiro para suportar custos altíssimos e uma competição feroz”, diz André Beer, ex-vice-presidente da GM e consultor do setor.

















